A curiosidade é sempre maior que o bom senso e depois de tantas perguntas eu respondi:
Não, eu não o amo mais, o que eu ainda amo são lembranças de gestos, de planos, de ajudas, de promessas, de preocupações, de sonhos que ficaram pra trás. O que eu ainda amo é uma ilusão, uma imagem de uma pessoa que não existe mais e pra falar a verdade talvez nunca tenha existido. O que eu ainda amo, é o que poderíamos ter sido um dia, eu amo a imagem de alguém que ficou perdido no tempo. E de expectativa em expectativa hoje eu entendo que nunca ninguém vai saber quem ele foi, o que eu vi nele, e o que um dia eu tanto amei.
Hoje eu entendo, eu amei uma projeção das minhas frustrações que foram alimentadas por alguém que não sabia o significado de afeto. Afinal, se moldar para caber no coração de alguém por pura vaidade é um descaso com a sanidade mental de qualquer pessoa
Não, eu não amo mais, nem poderia ele partiu meu coração e nunca se quer existiu




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