Então, me vi estagnado, tentando achar algum defeito em você, pensando no quanto eu gostaria de ser outra pessoa, só para conseguir te impressionar. Me lembrei de quando dizem: “Seja você mesmo!”
Balancei a cabeça, concordei e sorri. Lembrei de refletir muito, no longo espaço de tempo durante toda aquela falação. Ao contrário de você, eu não conseguia expressar nada. Era tanta graça em uma vida, que ao pensar nas coisas que eu realmente queria dizer, falar sobre o que encontrei pareceu incerto. Aqui dentro, tudo sempre deu tão errado. Era tanto ânimo, mas sei, no fundo você também refletiu.
Se algum dia duvidei da perfeição, ela estava ali rindo da minha expressão insegura. O silêncio me corroeu. Não disse muito, mas reparei em cada detalhe. Principalmente, em como xadrez e vermelho te caem tão bem. E foi de tanto reparar que eu percebi, não existe uma segunda boa impressão. Não fui capaz de te conquistar, aliás, no começo da noite, quando vi seu sorriso, havia me dado por vencido. E sim, sinto muito por isso.
Existiu uma única oportunidade, na qual, fiquei duas horas procurando um defeito em você e duas horas tentando descobrir quem eu realmente era.




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