Eu lembro da noite em que perdi a cabeça, quando finalmente me convenci de que eu não era suficiente. Sempre idealizei, e sempre quebrei meu coração, e em todas as vezes que ele se partiu, eu amanhecia prometendo que era a última vez, sempre era a última vez, mas nunca foi. Contei dois messes incompletos, onde eu mal conseguia respirar de tanta euforia, seguidos por uma vontade súbita de ir embora. E eu não sei se você escutou quando eu disse que você precisava sair e correr atrás daquilo que mais lhe fazia feliz.
Eu idealizei, ouvi você falar dos seus sonhos e idealizei. Compreendi que por mais que fizéssemos planos, eu poderia seguir qualquer caminho e você ainda estaria parado, observando a vida passar, e eu estaria correndo para qualquer lado sentindo o mundo girar. A pessoa centrada que você levou para ver o pôr do sol, só existe agora, eu era inconstante. Era covardia te incluir no meu mundo. Às vezes, a gente só precisa admitir que não gosta tanto assim.
Agora, nós não brigaríamos mais, eu não destruiria o mundo de ninguém se estivéssemos juntos. Você não me magoaria com suas dúvidas. Talvez eu te ligasse, e você dissesse: “que saudade da sua voz”. Quem sabe eu me mudasse para sua nova cidade. Agora, nos assistiríamos novamente o filme que deixamos pela metade, em uma tela bem maior. Acho que, na maioria das vezes, o tempo mostra o que a gente tem de melhor. Tudo muda, tudo sempre muda, e ainda assim, existem coisas que permanecem.
Se eu pudesse, morreria de amores por você. Se eu pudesse me apaixonaria por quem você foi e por quem você é agora. Existem pessoas que passam todos os dias pela minha vida, mas ninguém tem tanto afeto no olhar como você tinha quando me via. Eu acho que poderíamos ter sido únicos, acho que agora nos daríamos certo, mas eu precisaria sentir, e eu não sei se peço desculpas, ou me culpo, por ter sido tão indiferente em não sentir aquilo tudo.
Acredito que na maioria das vezes as pessoas só não amam umas às outras, só não amam, e a gente só precisa entender, que isso, não é culpa de ninguém.




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