O amor é clichê

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Eu acho que o dia dos namorados é uma data comercial, algo bem idiota a se comemorar. Aliás, eu ria dos casais apaixonados, mas adivinha quem está apaixonada? Eu mesma! E se a três messes atrás tivessem me dito que tu estaria aqui, eu diria que sou muito individualista para que esse tipo de coisa possa acontecer. Eu diria que ninguém pode me tirar de casa no domingo, que eu não sou obrigada a andar de mãos dadas pela rua e que eu não troco meu sono esperando meia dúzia de palavras em uma mensagem. Eu diria que sou difícil demais e egoísta demais para dividir meu mundo, que é virado do avesso, com alguém. E adivinha só? Descobri que o teu também é!

Volta e meia eu te vejo com os mesmos questionamentos, e as mesmas certezas que eu tenho, os mesmos sonhos, mesmos desesperos e a mesma vontade de fazer do mundo um lugar diferente. Hoje a gente teve uma conversa densa e ridícula sobre filosofias de vida, eu não te falei, mas te admiro por querer crescer na vida tanto quanto eu, casais normais brigam por ciúmes ou pela cor da parede da sala de jantar, mas esbarrei com alguém que também vê todas as possibilidades que a vida tem para oferecer.

Acontece que eu fiquei tão irritada que eu pensei em cancelar o dia dos namorados, eu queria terminar, eu sempre quero terminar, não de verdade, mas eu nunca sei lidar, não sei o que a gente faz depois do “sim”, do “quer namorar comigo?” Ei, mas essa é a graça do amor, não né? Tu vai sempre estar ali, para me puxar de volta! 

Eu acho que o dia dos namorados é uma data comercial, é algo clichê demais para se comemorar, mas o amor é algo clichê, e eu te amo tanto que eu não me importo mais em ser clichê! 

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